mais uma Prece…

Eu, em nome de Cristo, realizo positivamente em torno de mim, um vastíssimo campo fluídico de atração consciente de forças superiores e bens complexos, em proveito da humanidade, de que sou um órgão em todo sentido divino…

Realizo esse campo fluídico de atração consciente tanto no mundo fisico visível como no invisível, começando primeiro pelo invisível.

Esse vastíssimo campo fluídico de atração consciente cujo centro sempre ocupo, e circunscrito por meu circulo sagrado que o espirito de mim projetou para proteger-me e amparar-me, e proteger a minha obra, que é um departamento da grande obra de Deus, e contra cujo circulo magico- Circulo que constituí, verdadeira cadeia magnética, só invisível aos profanos, se vem quebrar, e se quebrarão todas as influencias adversas e todos os esforços do que me são contrários, ou que tenham porventura invejas de meu progresso e triunfo, os quais são os progressos e triunfos de meu Pai em mim, todo aquele profano que pretende transpor a cadeia magnética com más intenções e penetrando em meu campo fluídico, pensar em agir, que fique quebrado de energia e despojado da força que queira usar contra mim ou contra qualquer pessoa.

AMÉM!

Oque dizer?

Devo chamar de texto poético o que aqui exponho? 

Nada sei da métrica e menos ainda da estética devida – escrevo apenas.

Se não sei se sei, por que a audácia? Dar a cara à tapa!  Suponho que deve ser pelo desejo de estímulos (positivos ou não) que mexam com minha imobilidade.

Há também uma conclamação aos que, por ventura, se encontrem nas entrelinhas aqui mal postas. Ainda assim, sinto-me poeta.

Poeta sem poesia (uma mulher nu) e sem a necessidade de escrevê-las, sequer recitá-las, porque assim me distanciaria ainda mais mim – nunca me olhei no espelho e achei que estava olhando a minha verdadeira face.

Sim, estou  distante e intensamente focada em tudo.

Uma lonjura desenhada na parede. “O estrangeiro” de Camus. O sol quadrado dos detentos. Pode ser que se perceba algo, com algum esforço, é claro.

Sou poeta por não saber exprimir com precisão. 

Sou poeta que transborda na intensidade das coisas mínimas.

Mérito algum nisso.

 
 

Suspirar o que Anseio…

Gritar o que desejo…

Deixar que me leiam e possam perceber o que nunca consegui falar…

(day after day)