Características

Popeye tem como suas principais características, seu uniforme de marinheiro (que era de cor escura na década de 1930, mudando mais tarde para branco no final dos anos 40, e durante os anos 50 e anos 60, como são os uniformes da marinha); possui duas tatuagens de âncoras nos dois braços, e está sempre com um cachimbo feito de sabugo de milho, por causa disso ele só fala com um dos cantos da boca, em quanto segura o cachimbo com o outro canto do outro lado do nariz. Tem a cara meio deformada, sempre com um olho fechado, e um protuberante queixo partido ao meio. Em suas primeiras aparições não era careca, possuia vários fios de cabelo despenteados em baixo do quepe de marinheiro, que com as mudanças no design do personagem durante os anos, foram sendo reduzidos para apenas três ou dois fios.

Diferente do que muitos pensam, o personagem não apresenta uma idade tão avançada, mas tem apenas um “rosto deformado”, pois ele nunca foi mostrado em seus desenhos tendo a idade de um homem velho. Em um curta-metragem de 1953 chamado “Popeye, the Ace of Space”, é revelado que o personagem tem na verdade 40 anos; em Popeye o Filme de 1980 (que traz Robin Williams no papel principal), o marinheiro é descrito com cerca de 30 anos. Curiosamente no site oficial popeye.com, as idades dos personagens são descritas desta forma: Popeye tem 34 anos, Olívia tem 29, e Brutus 36.

O nome

O significado do seu nome (pop eye) é “olho estourado”, ou também “olho arrebentado” “saltado” ou “arrancado”, ele é chamado assim pelo fato de ser um marinheiro caolho. “Pop eye” quer dizer: “pop” = estouro ou saltar / arrancar, “eye” = olho, parecido um pouco com a palavra pipoca que é “popcorn” em inglês: “pop” = estouro, “corn” = milho, “milho estourado”.

Um fato curioso é que nas animações do início dos anos 30 Popeye era mesmo caolho, e não possuia o seu olho direito, mas em meados dos anos 40 essa característica foi tirada da personagem e ele passou apenas a ficar com um dos olhos fechados, sempre trocando de um para o outro, e as vezes mantendo os dois olhos abertos.

A inspiração

O criador de Popeye, Elzie Segar contou, anos depois, que a inspiração para o personagem, veio de um homem que ele conheceu quando criança, em Chester, Illinois, chamado Frank “Rocky” Fiegel. Aposentado, Frank era pago para mater limpo o bar local. Vivia com o olho direito meio fechado, fumava cachimbo e mentia muito. Não parava de contar aventuras imaginárias, gabando-se das proezas de sua força física, garantindo que nunca tinha perdido uma briga. Suas histórias e a maneira de proceder mexeram com a imaginação do garoto Elzie que, quando teve oportunidade, colocou Fiegel em cena, transfigurado em Popeye.

Dudu e Olívia também foram baseados em pessoas reais que Elzie Segar conheceu. O Dudu foi inspirado em “J. William Schuchert”. Ele lembrava fisicamente o personagem, e também tinha um gosto por hambúrgueres. Olívia Palito foi inspirada em “Dora Paskel”. Ela era a dona de um armazém geral em Chester. Ela era alta, magra e usava o cabelo bem enrolado em um “coque”. Ela também é descrita a se vestir da mesma forma que Olívia, usando sapatos de botões que eram populares naquela época.

O início

Nos quadrinhos

Popeye surgiu em 1929 nas tiras de quadrinhos Thimble Theatre (“Teatro em Miniatura”) de Elzie Crisler Segar no New York Journal. Em uma história publicada em 17 de janeiro de 1929, o irmão da Olívia, Castor Palito estava voltando de uma viagem de navio em busca de Bernice, uma lendária galinha mágica, que emitia o ruído “whiffle” (e por isso era chamada de Galinha Whiffle”), que podia dar força e invulnerabilidade a quaquer um que esfregasse suas penas. Castor então resolve contratar mais um marinheiro para a sua tripulação, ele chega em um cais, e pergunta a um homem com uniforme de marinheiro: “Ei você aí! Você é um marinheiro?” e ele o responde: “Você achou que eu fosse um cowboy?!”.

Antes de Popeye aparecer nos quadrinhos, as tiras de Segar eram protagonizadas pelos membros da Família Palito, o irmão da Olívia, Castor, e os pais Cole e Nana; outro que também tinha suas próprias tiras, era o comedor de hamburguers Dudu. A Olívia tinha outro namorado antes da chegada de Popeye, ele se chamava Ham Gravy. À medida que o tempo passou, Ham Gravy foi substituído pelo Popeye, que se tornou o novo namorado da Olívia. Com a inclusão de Popeye, as histórias mudaram de título, passando a se chamar “Thimble Theatre: Starring Popeye the Sailor”

Em 1933, dos quadrinhos Popeye foi adaptado para os cinemas, e apareceu em um desenho animado produzido pelos Fleischer Studios, com a participação da personagem Betty Boop. Logo Popeye estrelou vários outros desenhos animados de cinema, produzidos pelos “Fleischer Studios”, que mais tarde mudou de nome e passou a se chamar “Famous Studios”. Tempos depois estreou também na televisão, pela King features Syndicate TV e Hanna Barbera.

Quadrinhos no Brasil

No Brasil, os quadrinhos do Popeye também se tornaram muito famosos, foram publicados pela primeira vez em 1936. Nessa época Popeye e Olívia tiveram os seus nomes traduzidos nas primeiras publicações, Popeye se chamava “Brocoió”, Olívia “Serafina”. Porém os nomes não fizeram sucesso, e acabaram mudando para os que são conhecidos até hoje em dia. Em alguns antigos gibis do Popeye outros personagens também tiveram outras traduções para os seus nomes, o bebê Gugu já foi chamado de “Zezé” (não só nos quadrinhos, mas também na dublagem paulista de Popeye o Filme), e o Dudu chegou a ser chamado de “Pimpão”.

Fleischer Studios (1933 / 1942)

Os episódios dessa época, foram produzidos originalmente em preto e branco, e foram colorizados em 1987 para serem exibidos na TV.

No Brasil essa fase mais antiga foi exibida na Rede Globo, no Cartoon Network, e Boomerang. Curiosamente estes episódios só puderam ser dublados pela Herbert Richers em 1996, pois a Herbert dublou primeiro (em 1966) os episódios feitos em animação limitada pela “King Features Syndicate TV”, e só pode dublar os clássicos dos anos 30, 40 e 50 já ná década de 1990. Alguns episódios dessa época, também chegaram a ser dublados antes na Cinecastro (na década de 1960), mas a dublagem da Herbert Richers se tornou mais conhecida por ser muito exibida na TV.

Uma das características mais marcantes destes episódios, é o fato de que em muitas cenas os personagens aparecem falando sem mover os lábios. Normalmente quando isso acontece, as falas seriam como se fossem os resmungos, ou pensamento dos personagens em questão. Na dublagem em português, essas cenas podem ficar parecendo ser alguns improvisos feitos pelos dubladores, mas na verdade, também estão presentes no audio original.

Depois de passar pela Globo, e pelo Cartoon Network, em abril de 2005, esses episódios começaram a serem exibidos também no canal Boomerang aos sábados. O Boomerang chegou a exibir vários destes curtas em ordem cronológica, começando pelo primeiro de 1933 “Popeye the Sailor”, até os do final dos anos 50 (do Famous Studios). Essa fase também era exibida de segunda à sexta dentro da “Hora Boomerang”, junto com episódios dos Looney Tunes dos anos 40 e Mister Magoo.

Estranhamente, estes episódios nunca chegaram a ser exibidos pela Rede Record, que atualmente tem os direitos de exibição sobre as produções do personagem, mas exibe somente os episódios feitos para TV, que são de uma qualidade inferior.

Referências:

Famous Studios (1942 / 1957)

Olívia, Popeye e Brutus no episódio: A GoteiraFloor Flusher” de 1953.

O “Famous Studio” na verdade era o próprio “Fleischer Studio” rebatizado. Durante os anos de 1942 e 1943 o estúdio chegou a produzir 14 episódios ainda em preto e branco, e a partir do episódio “Her Honor The Mare”, os desenhos passaram a ser produzidos em Tecnicolor. Nesta época Popeye passou a usar sempre o seu uniforme branco de marinheiro, e deixou de ser um “marinheiro caolho”, passando a abrir de vez em quando o olho direito, que antes estava sempre fechado, e em alguns momentos ficando com os dois olhos abertos. A Olívia em alguns destes episódios, começou a usar camisetas de mangas curtas e sapatos de salto alto, ela permaneceu assim até o episódio “Hits and Missiles” (“Os Mísseis”) produzido pela King Features Syndicate TV, e depois disso voltou a usar as roupas de antes.

A dublagem brasileira mais conhecida dessa fase também foi feita em 1996 pela Herbert Richers. Alguns episódios contudo, também tiveram outras dublagens além desta, algumas feitas anteriormente na Cinecastro para as primeiras exibições no Brasil, e outras feitas depois pela BKS, e Marshmallow (essas podem ser encontradas em alguns dvds não oficiais do Popeye atualmente).

Junto com a “fase Fleischer”, os desenhos do “Famous Studios” (feitos para cinema) também nunca chegaram a ser exibidos na Rede Record, que exibe somete episódios feitos para a televisão, considerados nos EUA como os mais fracos.

Um dos episódios marcantes da fase do Famous Studios é: Vamos para o Rio “We’re On Our Way To Rio” (1944), no qual é mostrado o Brasil. No curta , aparecem Popeye e Brutus andando por terras brasileiras, montados em um boi, cantando e tocando violão, até que eles avistam ao longe a paisagem do Rio de janeiro, e seguem para lá. No Rio, eles param em um restaurante com música, aonde encontram uma Olívia Palito vestida de Carmen Miranda, pela qual começam a disputar a atenção. O episódio também mostra a Olívia cantando a música “Samba Lelê” em português e em inglês; e Popeye tentando, sem sucesso, dançar samba, e só conseguindo após comer espinafre.

Em 1948 também foi produzido “Olive Oyl for President” que era um remake do curta “Betty Boop for President” de 1932.

Referências:

 

 

King Features Syndicate TV (1960 / 1962)

Na década de 60 os desenhos da turma do Popeye começaram a ser produzidos para a televisão, pela King Features Syndicate TV. Mas os episódios dessa época eram feitos através de animação limitada, e não tinham tanta qualidade quanto os feitos para cinema; os traços das personagens e a animação ficaram bem mais simples e mal desenhados. Por causa disso muitos fãs do Popeye nos Estados Unidos consideram essa a pior fase das animações do marinheiro. Um outro motivo que faz com que estes episódios sejam considerados fracos, são as histórias que passaram a ficar muito infantilizadas e ingênuas. Além disso,ainda houve várias mudanças nas personalidades de algumas personagens; por exemplo o Gugu que perdeu o aspécto “indefeso”, e passou a falar como uma criança mais velha (diferente de como ele era mostrado nos Fleischer Studios, onde ele nem sabia falar palavras completas, e apenas fazia ruidos de bebê),a Olívia Palito passou a gritar mais nos desenhos (como se fosse “versão exagerada” de como ela era nas primeiras aparições nos anos 30); além disso, nesta nova fase Olívia passou a ser mais intolerante com Popeye, trocando-o pelo Brutus sempre que demonstrasse ser mais fraco que ele. Foi nesta fase em que houve também a mudança de nomes de “Bluto” para “Brutus”, por conta de direitos autorais.

Mesmo tendo uma qualidade de animação muito baixa, essa fase se tornou mais conhecida no Brasil nos últimos anos, o que pode até dar um pouco de má fama às animações do Popeye, e passar uma ideia errada para quem não conhece os antigos episódios. Os desenhos da King Features ficaram mais conhecidos pelo fato de que nos anos 80 e 90, o SBT os exibia muito em sua programação, e atualmente também passa na Record. O curioso é que esses episódios são alguns dos últimos a serem produzidos nos Estados Unidos, mas no Brasil eles foram os primeiros a serem dublados pela Herbert Richers (foram dublados no final dos anos 60), e os que foram feitos antes desses, a Herbert só pode dublar nos anos 90.

Apesar da maioria dos episódios dessa época serem feitos em animação limitada, e terem traços mal desenhados, existem alguns que conseguem lembrar um pouco a animação e o estilo das fases mais antigas; o motivo disso é que para a produção de alguns destes episódios, foram contratados antigos artistas que trabalhavam na Paramount. Esses desenhos em questão trazem de volta o “traço bem desenhado” utilizado no Famous Studios, e histórias de melhor qualidade, além de recuperar a antiga personalidade da Olívia dos anos 30, 40 e 50, e voltar a retratar o Gugu como um bebê que não sabe falar. Alguns exemplos desses episódios são: “Me Quest for Poopdeck Pappy”, “Baby Contest”, “The Wiffle Bird’s Revenge”, “The Medicine Man”, “Robot Popeye” e “The Valley of the Goons”.

Curioso é que embora na maioria dos curta-mentragens dessa época Popeye use uniforme branco, o curta Churrasco para Dois (“Barbecue for Two” de 1960) volta a mostra-lo com seu antigo uniforme escuro usado nos desenhos de Max Fleischer na década de 1930.

Referências:

Hanna-Barbera (1978 / 1988)

Nos anos 70 a King Features Syndicate (dona dos direitos dos quadrinhos da turma do Popeye) fez um contrato com a Hanna-Barbera para produzir novas séries de desenhos animados do marinheiro. Nestes episódios da Hanna-Barbera, Popeye voltou a usar seu uniforme azul marinho com três botões amarelos na frente e de costas vermelha, mas manteve o boné branco da marinha que ele usava nos anos 50 e 60. A Hanna-Barbera, primeiramente produziu duas séries diferentes do marinheiro e sua turma em novas aventuras, a primeira foi: “The All New Popeye Show” (1978-1981), e a segunda: “Popeye and Olive Comedy Show” (1981 – 1983). Depois a Hanna-Barbera lançou a terceira e última série: “Popeye and Son” (1987 – 1988), no qual Popeye se casou com Olívia, com quem gerou o seu filho Popeye Júnior; porém esse último desenho não fez muito sucesso, por que deixou de lado um pouco as aventuras da turma original, e se concentrou mais nas aventuras dos filhos das personagens.

As fases da Hanna-Barbera foram exibidas no Brasil pela Rede Globo, na década de 90 e atualmente na Record.

Referências:

Colorização

Em 1987 todos os curta-metragens de Popeye produzidos entre 1933 e 1942 em preto e branco passaram por um processo de colorização na Ásia que foi realizado pelo americano Ted Turner que havia adquirido os direitos dos episódios clássicos de Popeye na época. Porém muitos historiadores de animação alegam que a colorização foi realizada de maneira desleixada fazendo com que os curtas perdessem sua qualidade de animação Fonte: Fleischer Popeye Tribute.

Além de ter prejudicado alguns dos movimentos da animação, a colorização também cometia certos erros em alguns letreiros dos créditos iniciais (como escrever “Paramount Pictupts em vez de “Paramount Pictures”), outro erro ortográfico é no episódio “A Clean Shaven Man”, onde aparece escrito na vitrine da barbearia do Dudu “Wimby’s Bbep Shop”, enquanto na versão original era “Wimpy’s Barber Shop”.

Estes episódios colorizados foram muito exibidos na TV Paga pelos canais Cartoon Network (nos anos 90 e anos 2000) e Boomerang (em 2005 e no início de 2006). Porém os dois canais possuem as duas versões dos episódios, as originais em preto e branco e as colorizadas, e exibem tanto uma quanto a outra em sua programação, porem sempre com a mesma dublagem feita na Herbert Richers em 1996.

Na TV Aberta esses episódios já foram exibidos pela Rede Globo, nos anos 90, junto com os episódios de “O Novo Show de Popeye” produzido pela Hanna-Barbera nos anos 70.

Animações em 3D

Em 2004, Popeye estreou um visual tridimensional, em um filme de animação por computador chamado: Popeye – A Procura do VovôPopeye’s Voyage – The Quest for Pappy“. Era um especial de Natal feito para a TV, que mostrava Popeye tentando novamente encontrar seu pai perdido, e partindo em uma viagem de navio junto da Olívia, o bebê Gugu, Dudu e Brutus. Neste especial também é mostrado o motivo pelo qual Popeye foi abandonado pelo Vovô Popeye, ele se afastou do seu filho para o manter longe do território da Bruxa do Mar, que queria pega-lo desde pequeno. A Bruxa precisava do Popeye para o cumprimento de uma antiga profecia, que dizia que para que ela pudesse dominar o mar, a chave era o filho do marinheiro caolho. Durante o final do filme, o Popeye também se preocupa pelo bebê Gugu, que era seu filho adotivo, o que podia fazer com que a Bruxa do Mar voltasse, mas desta vez atrás de Gugu, já que Popeye também é um marinheiro caolho.

Em março de 2010 a Sony anunciou a produção de um novo filme em 3D do Popeye, mas agora em formato de longa-metragem para o cinema (diferente do anterior de 2004 que foi feito direto para TV).

Domínio Público

Animações da Paramount

Cena de “Popeye and His Wonderful Lamp” (1939), um dos três curtas produzidos em cores pelos Fleischer Studios na década de 1930. Chegou a ser lançado em VHS e DVD nos anos 90, por ter caído em domínio público.

Embora a maior parte dos desenhos animados do Popeye da Paramount tenham permanecido durante muito tempo indisponíveis em vídeo, os episódios produzidos entre a década de 1930 até a década de 1950, após terem caído em domínio público, foram disponibilizados nos EUA em numerosas fitas de VHS, e DVDs de baixo orçamento, durante os anos 90 e 2000. Estes curta metragens entraram em domínio público, uma vez que foram produzidos e publicados nos Estados Unidos, entre 1923 e 1963, e seu copyright não havia sido renovado.

Entre esses desenhos animados, estavam os da década de 30, produzidos por Max Fleischer nos Fleischer Studios, que são em sua maioria em preto e branco, e três em cores: “Popeye meets AliBaba and the Forty Thieves”, “Popeye the Sailor Meets Sindbad the Sailor” e “Popeye and His Wonderful Lamp”; os outros eram episódios em technicolor dos anos 50 produzidos pelo Famous Studios. No Brasil, os episódios em domínio público, também foram lançados em fitas nos anos 90 e depois em DVDs, mas como não eram lançamentos oficiais, os desenhos não foram disponibilizados com a dublagem da Herbert Richers, e sim com uma feita na BKS e Marshmallow somente para VHS e DVD.

Em 2006, a Warner Bros adquiriu os direitos sobre os curtas da Paramount, e os lançou em DVD nos Estados Unidos, por ordem cronológica, começando pelo primeiro “Popeye the Sailor” de 1933. No ano seguinte, a Warner também lançou no Brasil, alguns DVDs do Popeye, porém , não eram com os curtas originais dos anos 30, e sim com episódios do “Show do Popeye” produzidos pela Hanna Barbera nos anos 70. Mas desta vez, os episódios do DVD acabaram sendo lançados com a dublagem da Herbert Richers, porque eram DVDs oficiais da Warner.

Dominio Público na Europa

No dia 1 de janeiro de 2009, os direitos autorais dos quadrinhos originais do Popeye entraram em domínio público na Europa,[2] de acordo com a lei da União Européia, que restringe o uso das imagens até 70 anos após a morte do autor, e o criador dos quadrinhos do Popeye, Elzie Segar, morreu em 1938. Desta maneira, na Europa, a partir do primeiro dia do ano de 2009, as imagens do personagem, podem ser comercializadas e impressas em posteres, camisetas e adesivos; além dos primeiros quadrinhos do Popeye, também criados e desenhados por Elzier Segar, que após esta data, podem ser publicados por qualquer editora europeia em novas revistas, sem a necessidade de pedir autorização ou pagar royalties.

Imagem do curta “Patriotic Popeye” de 1957.

Porém, isso vale apenas para a Europa, pois nos Estados Unidos, os direitos estarão protegidos até 2024, porque embora a Europa proteja os direitos de uma obra durante 70 anos após a morte de seu criador, a política norte-americana é diferente, protegendo os direitos autorais até 95 anos após o primeiro copyright.

No entanto, diferente dos desenhos de Segar, a “marca Popeye” ainda pertence à empresa King Features Syndicate, que licencia quaisquer produtos, quadrinhos ou novas animações da personagem.

Mark Owen, especialista em direito de propriedade, disse ao The London Times que os quadrinhos e desenhos de Elzie Segar perderam o copyright, e por esse motivo, qualquer pessoa na Europa poderá abrir um rentável negócio usando-os estampados em camisetas, pôsteres e outros meios impressos; mas ele também explicou que se alguém criar e vender bonecos ou brinquedos da turma do Popeye, animações, ou mesmo produtos que levam a marca “Popeye”, poderá infringir a trademark. A trademark (marca registrada), diferente do direito autoral, nesse caso, é da norte-americana King Features Syndicate, que retem os direitos sobre Popeye e sua turma, que deverá entrar na justiça contra o uso indevido das personagens em questão.

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