Namoro —> Razão X Emoção

Nossos caminhos, quase sempre são cercados por sentimentos
diversos que, em resumo, traduzem o quanto às emoções podem influenciar e
interferir em nossas decisões. Em contrapartida, a racionalidade é um
instrumento quase matemático na escolha de uma ou outra opção.

Felizmente a razão e a emoção conseguem estar completamente
dissociadas entre si. Digo felizmente, porque considero potencialmente perigoso
uma decisão tomada baseada em apenas um aspecto, sem o balanceamento do
outro.

Talvez o ideal fosse um equilíbrio entre o racional e o
emocional, com pequenas oscilações para um ou outro lado.

Nas relações amorosas, frequentemente nos deparamos com
situações que exigem uma escolha e uma posição clara sobre o fato colocado.
Muitas vezes no ímpeto da emoção, fazemos coisas sem avaliar o desfecho futuro
que tal ato pode desencadear, o que com freqüência acontece de forma danosa.
Exemplo típico é o caso da relação sexual sem o uso de preservativo, movidos
pela paixão momentânea em que tudo o mais passa a ser desconsiderado. Esta
história já culminou em muita gravidez indesejada onde a vida do casal mudou
radicalmente e para sempre, pelo simples fato de não ter havido um mínimo de
racionalidade. Isso sem falar em doenças sexualmente transmissíveis, que podem
trazer conseqüências desastrosas e irrecuperáveis.

Na verdade, a emoção é o diferencial da espécie humana em
relação aos outros animais e por mais que tentamos, não conseguimos de forma
alguma deixa-la de lado. Se isso acontecesse, deixaríamos a nossa condição
humana e passaríamos a agir apenas por instinto.

A sexualidade humana é sempre carregada de muita emoção e
vários sentimentos que são responsáveis desde a aceitação até a repulsa por uma
determinada condição. È ela quem nos diz se tal parceiro vale a pena ou não,
através de vários pontos de vista, inerentes a cada individuo.

Em contrapartida, a razão é mais responsável, a meu ver, pelas
formas de amar, visto que, uma pessoa com firmes convicções, sejam elas de cunho
religioso, cultural ou qualquer outro, não deixará a emoção do momento
sobrepor-se a isso. Significa dizer que, por exemplo, se uma mulher tem a firme
convicção de que o sexo anal é uma coisa suja ou anti-natural, não será através
da emoção do momento que ela irá se sujeitar a faze-lo.

Também a razão tem muito a ver com o aprendizado de cada um, e
isso pode tornar-se, em alguns casos, algo bastante individual e particular.

Isso não significa dizer que a razão de um é menos ou mais
importante que a de outro, apenas que tem pontos de vista diferentes e que cada
um deve ser respeitado.

Nos relacionamentos amorosos, bem como em quase todas as coisas
na vida, independentes da razão e emoção, vale dizer que devemos agir sempre com
bom senso, procurando ao máximo a felicidade e realização das coisas que
fazemos, respeitando sempre as opiniões contrárias, mas sem perder nossas
convicções.

Razão e emoção devem, sempre que possível, andar o mais próximo
entre si na busca de acontecimentos prazerosos, sempre com responsabilidade e
senso critico para não ter seu futuro prejudicado por ações impensadas.